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Checklist prática para detetar uma pessoa egocêntrica e narcisista

Todos os dias encontramos pessoas nas nossas vidas altamente egocêntricas e narcisistas. Pessoas que não ouvem porque o “eu” tem de ser mais alto sempre. Pessoas que sempre que contamos alguma situação nossa, respondem logo: “e eu? Nem imaginas, passei isso e muito mais!”. Já fizeram tudo, já passaram tudo e muito mais. Têm de sair sempre com “vitoriosas” até nos problemas.

Hoje apresento uma checklist prática para detetar pessoas egocêntricas e narcisistas:

– O “eu” predomina sempre nas conversas. Nunca trabalha em equipa porque de facto considera que só ela sabe e faz bem, por isso sempre o “eu”;

– Adoram poder e o que consideram que é poder: pode ser um projeto, pode ser um cargo, mas consideram-se sempre maiores e melhores;

– Uma pessoa com o distúrbio da personalidade narcisista e egocêntrica, ODEIA mudar os seus planos (sejam eles quais forem). Uma coisa simples como mudar o restaurante onde vai jantar, ou uma tão importante como o que vai fazer no fim de semana.

– Lidam mal com a frustração e transformam-na rapidamente num ataque de raiva, que pode ser disfarçada e manipuladora como pode ser ficar de “trombas” como pode ser mesmo discussão e raiva descontrolada.

– Têm uma necessidade de admiração e atenção excessiva. Se não a têm, vitimizam-se ou explodem em raiva.

– Têm sentimento de superioridade. Acreditam mesmo que é mais e melhor do que o resto das pessoas do mundo. Podem dizer muitas vezes: “tu até fazes isso melhor, mas eu…”; o “MAS” é uma constante na vida destas pessoas.

– Puxam muitas vezes dos “galões” como se o que estudaram e fizeram fosse mais importante do que toda a gente;

– Acham-se mais espertas, conhecedoras e inteligentes do que toda a gente;

– Procuram constantemente reconhecimento e se for preciso mentem e encenam;

– Pela falta de empatia (tem total incapacidade de se colocar no lugar de outro humano) e serem muito vaidosas, vivem frequentemente contextos de mentira e traições.

– Tem uma profunda dificuldade em lidar com críticas, sugestões de melhoria e nunca reconhecem erros;

– Desculparem-se, só se sentirem que vão perder alguma coisa;

– Costumam sentir muita inveja, porque sendo o centro do universo não compreendem como o universo comete enganos ao agraciar outros seres humanos com coisas boas;

– Demonstram irritabilidade e impaciência quando não se sentem especiais aos olhos de outra pessoa;

– Não consideram os interesses das outras pessoas, mas são ótimos a enganá-las e fazê-las acreditar que foram ouvidas;

– A grande maioria sofre ainda de mitomania.

São estes os traços principais de um ser humano que sofre do distúrbio da personalidade que dá pelo nome de narcisismo.

A boa notícia é que psicoterapia costuma funcionar bem.

A má é que sendo eles tão espetaculares e melhores do que o resto dos humanos, obviamente NUNCA compreendem a necessidade de tratar da sua cabeça!

Este problema é mesmo um distúrbio da personalidade, com a designação de distúrbio da personalidade narcisista e egocêntrica.

Quantos na vossa vida?

Dá para fugir? Nem sempre.

E a necessidade que têm de falar de si mesmos e se ouvirem?

Sorrir e acenar e quando der, fugir!

Anabela dos Reis Moreira

Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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