Pequenas histórias parvas da vizinha com maus fígados

Pequenas histórias parvas da vizinha com maus fígados – História 6 – Pingou

Esta casa que comprei em Vila Nova de Poiares é incrível. Um T4 muito espaçoso. 2 salas, 4 quartos, um terraço lindo e uma vizinha com maus fígados (mas eu não sabia!!!).

Ora bem, estava fechada há muitos muitos anos. Pertencia a um fundo imobiliário. Comprei, remodelei e pedi ao empreiteiro (que adoro já agora, gentes de Coimbra se quiserem um bom empreiteiro falem comigo!) para pintar a entrada que estava já muito suja. Divido esta entrada com a vizinha de maus fígados…

A vizinha mantém na entrada vasos de plantas. Com a pintura caíram 2 pingas de tinta nas plantas. Literalmente 2 pingas de tinta.

A vizinha chega a casa, e fica irritada e nervosa e vem disparatar comigo.

“- Não dei autorização para pintar a entrada.”

“- Pessoas como você fazem má vizinhança, pintou-me as plantas!”

Ouvi tudo, mesmo tudo. Sou psicóloga de 2ª formação académica. Ouvi tudo. Mesmo. Esta senhora tem ressabiamentos e frustrações patológicas já. No final disse à senhora:

Não deu autorização para pintar a entrada e eu não dei autorização para ter aí as plantas. E agradeço menos barulho. Este prédio não tem condomínio, que eu saiba deliberam os proprietários e a minha permilagem é maior do que a sua. Por isso, menos barulho antes que lhe apresente a conta da pintura da entrada e da remodelação do telhado que paguei eu e você também beneficia.

A vizinha abriu muito os olhos e em silêncio entrou em casa. Nunca mais ouvi dela neste sentido.

Vila Nova de Poiares, Dezembro de 2021

Nota: as plantas continuam lindas e a vizinha continua parva.

Anabela dos Reis Moreira

Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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