Pequenas Histórias Parvas sobre Angola

Pequenas Histórias Parvas sobre Angola – História 1 – Casar

Toda a gente sabe que eu adoro Angola.

Tive oportunidade de trabalhar em Angola por uma empresa que gosto muito, a quem guardo muita consideração e respeito até hoje, não só pela empresa, mas também pelos meus colegas.

Tenho muitas histórias boas em Angola e hoje começo a rubrica das pequenas histórias parvas em Angola.

Para compreenderem, quando chove muito, tudo para em Luanda.

Estou num projeto na EPAL – Empresa Pública das Águas de Luanda e tenho mais 3 pessoas a trabalhar comigo. Angolanos. Um deles, o D.

Um dia de muita chuva e eu com um prazo apertado de entrega, ligo ao D. que não tinha aparecido ao trabalho…

Eu: D. o que se passa, não vieste trabalhar. Estou mesmo aflita com este prazo!

D.: “Dótora” choveu. Não há táxi (candongueiro). Não consigo ir trabalhar.

Eu (aflita): D. não há problema, diz-me onde vives e eu vou-te buscar!

D.: “Dótora” vem buscar D. tem de casar!

Nota: (des)igualdade de género… Fica mal uma mulher conduzir um homem…

Luanda, algures em 2013…

Anabela dos Reis Moreira

Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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