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Porque é que pessoas inteligentes têm poucos amigos e pessoas medíocres têm muitos?

Sabia que é provável que as pessoas inteligentes tenham menos amigos do que uma pessoa comum? Em alguma altura da sua vida já se questionou sobre isto? Ou já parou para pensar que maior parte dos seus amigos, são o reflexo daquilo que é, ou seja, pensam e agem da mesma forma?

Estas são algumas questões que certamente nunca parou para pensar, mas de facto são uma grande verdade, verdade essa que já se encontra comprovada cientificamente. Foram já realizados vários estudos sobre este tema e chegou-se há conclusão de que as pessoas inteligentes são mais solitárias e têm um pequeno círculo de amigos e, que esse círculo de amigos têm ou apresentam uma personalidade idêntica, ou seja, agem de forma parecida ou têm personalidades iguais.

Mas inteligentes ou não, todos precisamos de amigos. Os amigos são uma parte essencial da nossa vida, na medida em que o tipo de amigos que se tem, determina o tipo de pessoa que somos.

Tanto os amigos como a família são parte essencial da nossa vida social, e de facto, até certo ponto são a vida social. Quando está em crise, ou necessita de falar com alguém, é aos amigos que irá recorrer, criando assim uma influência positiva na sua vida.

Ter um bom amigo aumenta a autoestima, se for necessário ajuda-nos a corrigir os nossos seus erros e guia-nos de diversas formas para estarmos bem e felizes, e independentemente do que for, os nossos amigos estão sempre disponíveis para nós. Porque se não estão, não são amigos.

Não pense que é fácil escolher amigos, a escolha de amigos é considerada uma arte.

Por norma a sua escolha passa pelo reflexo da personalidade de cada individuo, assim sendo:

  • As pessoas medíocres têm amigos medíocres;
  • Os tolos têm pessoas tolas como amigas;
  • Boas pessoas têm bons amigos;
  • Os malvados têm pessoas más como amigas;
  • Os pobres têm amigos pobres;
  • Pessoas honestas têm amizades com pessoas honestas.

Estes são alguns exemplos, da chamemos “conjugação” de amizades, existem muitos outros tudo dependerá da sua personalidade. Observe, vai dar-me razão.

Existem então 7 razões pelas quais as pessoas inteligentes têm menos amigos, são elas:

Não Têm FOMO

Para quem não sabe FOMO (Fear of Missing Out) é o medo de ficar de fora das coisas, de falhar. Por norma as pessoas inteligentes não têm medo de falhar ou errar, elas sabem do que são capazes e tendem a fazer as coisas sozinhas.

Estes optam maior parte das vezes por passar o seu tempo sozinhos para fazer melhor uso do seu tempo, como por exemplo a aprender algo novo, do que perderem o seu tempo com conversas sem sentido, fingir interesse ou até seguir as últimas tendências.

São mais concentrados em objetivos a longo prazo

A maior parte das pessoas inteligentes são movidas por um desejo profundo de criarem algo único e maior que elas mesmas. Por norma estas pessoas são mais introvertidas; a preocupação destas pessoas não é com a socialização, mas sim com os seus objetivos.

Por exemplo entre uma saída à noite com os amigos e poderem ficar em casa, a trabalhar no seu desenvolvimento pessoal e profissional, estas pessoas vão optar pela segunda hipótese, não por não gostarem de passar algum tempo com seus amigos e valorizarem a amizade, mas porque a socialização que não envolva pessoas de confiança, não lhes faz sentido.

Sabem o seu valor

Muitas pessoas procuram amizades não pelo seu valor, ou porque a outra pessoa pode acrescentar algo à sua vida, mas para se sentirem melhor com elas mesmas, pelas mais diversas razões (autoestima baixa, necessidade de se afirmar, necessidade que a outra pessoa goste dela, etc.).

Isto é algo que não faz qualquer sentido para uma pessoa inteligente, uma vez que elas não têm qualquer necessidade de comprar o seu valor, elas sabem realmente o que valem, pois, na maioria das vezes, já estão felizes consigo mesmas, são confiantes nas relações que têm e não sentem qualquer necessidade de demonstrar o seu valor para outros. Todo o apoio que precisam ou vem delas mesmas, ou vem do pequeno círculo de amigos que têm.

Sabem quem são os seus verdadeiros amigos

Apesar da dificuldade que as pessoas inteligentes têm de fazer amizades e ter amigos, quando têm, fazem-se presentes na vida deles e apreciam mesmo estes amigos. É sempre a qualidade e não a quantidade. É como se costuma dizer “poucos, mas bons”.

E quem são esses sortudos? São pessoas que por norma pensam e agem de forma idêntica, que partilham os mesmos valores e que ainda têm interesses semelhantes, ou seja, pessoas que por algum acaso comprovaram ser incrivelmente compatíveis com eles criando assim relações de confiança. São pessoas que têm bons hábitos: de leitura, de estudo, de prestar atenção, de gostarem de arte, da natureza, de desenvolvimento e da ciência. Pessoas que pensam as coisas por dentro.

Não gostam de dramas

As pessoas inteligentes por norma já têm tanta coisas interessantes nas quais pensar que não gostam de perder tempo com pessoas que por tudo e por nada ficam chateadas, com por exemplo: “está a chover e não vai ser possível fazer o que estava planeado”, ou então, pessoas que fazem uma tempestade num copo de água por algo insignificante. Pessoas inteligentes percebem este tipo de pessoas e ignoram.

São picuinhas

A maior parte das pessoas dá uma conotação negativa a palavra picuinhas, mas ser picuinhas não é uma coisa má, muito pelo contrário. Para as pessoas inteligentes o ser picuinhas é fundamental, pois só assim conseguem manter afastadas das suas vidas as pessoas que poderiam diminuir os seus objetivos e diminuir a sua inteligência e esforço por se manterem cultivadas e informadas. Este picuinhas é o geral atenção ao detalhe.

Ouvem mais do que falam

Por norma quando estamos no meio de um círculo, esperamos que a conversa vá fluindo e que todos vão participando de forma ativa, no entanto as pessoas inteligentes tendem a ouvir mais e a falar muito menos, preferindo assim observar tudo o que o rodeia, levando-o a escrutinar e a tentar compreender melhor o seu pensamento.  Sendo e agindo desta forma evita ainda serem envolvidos em discussões em sentido ou até mesmo dramas.

Que tipo de pessoa é? Tem muitos conhecidos e “amigos”?

Após ter lido toda esta explicação, pode agora perceber que tipo de pessoa é e o tipo de amigos que o acompanham na sua jornada. Que por vezes e de forma inconsciente acaba por afastar determinadas pessoas do seu círculo de amigos, não por algo que tenha ocorrido em especial, mas porque não se enquadra nos seus padrões.

E já parou para pensar que se conseguir contar os seus amigos pelos números das mãos pode ser considerada uma pessoa inteligente? Está feito. Se o é, continue a estudar e a cultivar-se e faça de si e desta sociedade, “lugares” onde valha a pena viver!

Vera Afonso

Nasceu e cresceu na capital, Lisboa, e foi lá onde começou por dar os seus primeiros passos.
Viveu desde sempre com os pais e irmãos. É a filha mais velha. Adorava brincar na rua com os seus amigos, onde andava de bicicleta, jogava as escondidas e a apanhada, e quando estava por casa, gostava de ficar no seu quarto a ler e a escrever.
Sempre foi uma menina de livros, lê desde muito pequena, mas a banda desenhada nunca foi uma opção, preferindo sempre livros de histórias e romances. Gostou sempre muito de escrever, no entanto nunca escreveu nada mais que as suas aventuras diárias que aconteciam na rua onde vivia.
Sempre foi muito ligada ao desporto e experimentou diversos desportos, mas foi o andebol que ela escolheu para fazer parte da sua vida, e foi lá que ela descobriu uma das suas grandes paixões, que passa pelo gosto em ajudar os outros.
Trabalha desde sempre com pessoas e para pessoas e uma viragem de carreira necessária levou-a até ao coaching e ao recrutamento e gestão de recursos humanos.
É certificada em Coaching, e desenvolveu um gosto gigante por esta técnica, pois é mais uma das muitas ferramentas que tem disponíveis para auxiliar quem precise, foi graças ao seu processo de auto-coaching, que voltou a ganhar gosto pela leitura, levando-a a voltar a estudar para aumentar o seu conhecimento.
Com todas estas mudanças a acontecerem, esta voltou a fazer algo que sempre gostou muito de fazer, que foi escrever, pois através da escrita é possível partilhar tudo o que pensa e todo o seu conhecimento de forma a ajudar quem precise.

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