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Natal: e como fazemos com famílias tóxicas?

O Natal. Época de magia e afectos. Para muitos, tempo de celebração em harmonia. Para muitos também, tempo de enfrentar a família e contar os minutos para que as festividades voltem para a caixa dos enfeites…e não regressem tão cedo!

Mesmo nas famílias mais tranquilas, é comum existir um ou outro elemento cuja energia seja mais tóxica. Desde aquela tia que insiste em comparar-te com as primas, até ao tio com as suas piadas sexistas, ou a prima que te esfrega na cara as fotos das férias. Sentar-se à mesa com a família reunida, nestas situações, pode significar uma verdadeira dor de cabeça. E torna-se mais difícil de gerir quando os elementos negativos são a mãe ou o pai, ficando quase impossível “fugir” da ceia de Natal.

É frequente sofrer-se por antecipação desta “síndrome da família absorvente”, (chamemos-lhe assim!) pois nem sempre a pressão e o desconforto surgem apenas no dia da reunião com a família, mas sim dias ou semanas antes.

Enquanto o ambiente do mês de dezembro é maioritariamente de paz, alegria e jantaradas de Natal com amigos, no caso das vítimas de familiares tóxicos os pensamentos são invadidos pela voz da mãe que diz que estás magra demais ou da tia que diz que estás gorda…e a vontade é de fugir mesmo antes de lá chegar!

Mas calma, neste artigo deixamos dicas para ajudar a lidar com as famílias mais tóxicas, e trazer de volta a harmonia característica desta época:

1- Não sofras por antecipação, pois vais sofrer duas vezes.

Foca-te no facto de que não vais conseguir mudar ninguém, mas podes tu mudar a tua postura e serenar assim as tuas dores;

2 – Definir expectativas: não há famílias perfeitas.

Se dispensávamos comentários não solicitados? Sim. Se passávamos bem sem “lavar roupa suja” durante a ceia de Natal? Sim, claro. No entanto, é possível conseguir um equilíbrio não alimentando conversas desnecessárias.

3  – Definir e colocar limites.

Percebe o teu limiar de tolerância e o que é ou não aceitável para ti. Isso aplica-se a tudo, desde as pessoas com quem te sentes mais confortável, até aos temas sobre os quais te encontras disponível para conversar ou não.

4 – Aprender a dizer “Não”.

Estás sempre no teu direito de não aceitares comparecer quando és convidado. Sabemos que quando estes convites vêm dos pais são mais difíceis de recusar. Mas ainda assim, no limite, se o ambiente não for de todo saudável e não te fizer sentido estar presente, reserva-te ao direito de dizer “não”.

5 – Definir uma estratégia de fuga.

Calma, não se trata de fugir da mesa, mas sim de fugir de temas que te causam mal estar ou demasiadas justificações. Concordar em discordar também pode ser uma boa técnica de evitar conflitos.

6 – Aprende a proteger-te.

Cuida de ti, medita, foca-te nas coisas boas da tua vida. Cria um escudo protector à tua volta com pensamentos positivos. Boa energia atrai energia boa.

7 – Se não os podes vencer, junta-te a eles. Aos bons.

Aproxima-te dos familiares com quem mais te identificas e aproveita a época para passares um bom momento com essas pessoas.

8 – Flexibilidade.

Quase sempre estes elementos tóxicos são pessoas inseguras. Desconhecem limites e disparam em todas as direcções, sem filtrar os comentários que fazem. Aprende a distinguir o que não é pessoal contigo, pois muitas vezes apenas descarregam as suas próprias frustrações no outro.

9 – Cria novas tradições familiares.

É permitido mudar hábitos e potenciar um ambiente mais divertido, apostando por exemplo em jogos, troca de presentes com amigo secreto, ver um filme em família…

10 – Relativizar.

Mantém a calma, respira, conta até dez. Afinal, é Natal!

Artigo by Nádia Silvestre
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